sábado, 21 de agosto de 2010

O que você quer ser quando Crescer?

Essa é a das perguntas que ouvimos tanto na nossa infância, mas depois que ela passa, continua causando dúvidas em nossa cabeça e não conseguimos nem dar uma resposta satisfatória a nós mesmos. Temos dúvidas porque pensamos primeiramente no lado financeiro. É claro, o dinheiro é algo importante para nós. Ele nos possibilita uma vida com melhor conforto e mais qualidade, mas o seu excesso causa efeitos antagônicos. Se o dinheiro traz conforto para a família, o excesso traz transtornos familiares e no nosso meio de convívio. A família acaba não nos valorizando pelo que somos, mas pelo que nosso dinheiro pode proporcionar. Já no meio onde estamos inseridos, as pessoas passam a nos valorizar apenas pela nossa condição social. Conquistamos o que chamo de respeito social e, quando o dinheiro acaba o falso prestigio vai junto. Se o dinheiro traz mais qualidade de vida, o excesso trará má qualidade de vida, pois os problemas de outras pessoas passarão a ser os nossos. Muitas pessoas preferem procurar sempre o caminho mais fácil, e onde tem gente com dinheiro à inveja reina solta. Ou vocês pensam que quem tem dinheiro tem vida fácil? É aí onde está o grande perigo. Quando o dinheiro vem, as pessoas começam a achar que pode comprar tudo com ele.

Já ouvi pessoas dizerem que seu casamento mudou quando a esposa ou esposo mudou de cargo e passou a ganhar um pouco mais, porque começou a destratar e menosprezar as pessoas de classe social mais baixa que a sua, coisa que seu parceiro não aprova ou passou a não lembrar da família em casa. Vi uma vez num caixa de uma grande rede de supermercado uma mulher onde seu sobrenome deviria ser Arrogância, essa pessoa falou muito mal com o funcionário do caixa alegando que era seu direito, por comprar naquele supermercado, ter uma pessoa para embalar e arrumar os itens comprados num carrinho. Não tiro o direito dessa "indivídua", mas sou totalmente contra maltratar e desrespeitar qualquer pessoa que seja. Até já ouvi comentários de pessoas casadas que o marido mudou, passou a chegar mais tarde, mentir e deixar os compromissos da família pra traz em favor do “novo trabalho”. Algumas mulheres que ganham mais que seus maridos, elas começam a achar que tem mais direitos de escolhas, que agora podem ditar as regras, porque é ela quem paga a conta no fim do mês. Daí o marido não aquenta a pressão, porque vivemos num país machista ao extremo, e ele vai embora, quase sempre arruma uma mulher de classe social mais baixa, para evitar uma nova desilusão e manter a pose diante da nova mulher. Sua antiga esposa morre de raiva e fica se perguntando: “O que ele viu nessa barraqueira?”. Essa situação é familiar para você?

Pois é, quem achava que o dinheiro resolve todos os problemas da vida está totalmente enganado. Na vida nada se cria tudo se transforma. Seus problemas não serão resolvidos, apenas mudarão de situação e de lugar. Na bíblia, Jesus Cristo fala em Lucas 18:25, que: “É Mais Fácil Um Camelo Entrar Pelo Buraco De Uma Agulha Do Que Um Rico Entrar No Reino Dos Céus”. O problema é que com dinheiro achamos que podemos comprar tudo. Quantas mortes já foram encomendadas em nome do dinheiro? O dinheiro se tornou algo indispensável, mas ao mesmo tempo perigoso. Se não tomamos cuidado com ele, acabaremos dominados e pior ainda, deixaremos a vida ser menos importante. Por isso que hoje em dia é tão difícil se escolher uma Profissão, porque não procuramos mais fazer coisas que nos fazem estar mais satisfeitas e felizes, e sim coisas que irão nos trazer benefícios financeiros. Há um escritor brasileiro que diz que nós vivemos num manicômio global, de pessoas loucas compulsivas, loucas por trabalho e por comprar coisas fúteis. Trabalhamos tanto, recebemos nosso dinheiro, pagamos as contas e ficamos devendo. “A Alegria de Pobre é Viver Devendo”. Pobre de Espírito...

Um comentário:

  1. Querido Kaio,às vezes fico me perguntando como um rapaz tão jovem como vc discorre sobre temas, muitas vezes, polêmicos,profundos, controversos. Isso prova realmente que maturidade não tem nenhum parentesco com idade. Parabéns por escrever textos tão interessantes. Vá em frente!!! Um abraço!

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